February 18, 2023

AS MAIORES FALÉSIAS DO BRASIL

Os mais significativos sistemas de falésias do Brasil estão nos estados do Ceará (praias do Morro Branco e das Fontes, em Beberibe; Canoa Quebrada, em Aracati; e Redonda, em Icapuí), no Rio Grande do Norte (no município de Touros e na Praia da Pipa, em Tibau do Sul), Paraíba (Ponta do Seixas, em João Pessoa), Alagoas (Praia do Gunga), Bahia (Costa da Praia Dourada, em Mucuri), São Paulo e Rio Grande do Sul (falésias de Torres), conforme Saiba Mais (2021).

Com o objetivo de listar o mais longo sistema contínuo (paredão extenso sem ser interrompido por cursos d'água) da costa brasileira, o Almanaque Z, usando a ferramnta de comprimento do Google Earth, calculou suas extensões lineares, com leve contorno, da extensão de cada uma.

RESULTADO

Todos os sistemas citados acima têm menos de 1200m de extensão com exceção de Beberibe (CE), Touros (RN), da Ponta do Seixas (PB), do Gunga (AL) e da Costa Dourada (BA), sendo estes indubitavelmente os mais longos o país. Apenas um dos trechos da Costa Dourada superaram 2,5 km, chegando a cerca de 2,7 km. O Almanaque Brazil considera, assim, esta a mais longa falésia contínua do Brasil, em comprimento.


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February 17, 2023

NOCTILUCA NO BRASIL

LAST UPDATED IN 29.09.2024

No Brasil os registros de bioluminescência por Noctiluca são entremamente vagos, imprecisos e não documentados cientificamente. Mundo afora, como fenômeno biológico, os bloons deste protista na noite são fartamente documentados, conhecidos e alguns descritos em artigos científicos.

As noctilucas, precisamente Noctiluca scintillans (Macartney) Kofoid & Swezy, são dinoflagelados da família Noctilucaceae, que ocorrem em todo o mundo; eles produzem luz em flashes como resultado da reação entre luciferina e luciferase, durante estresse mecânico, por isso sua presença é notada em águas agitadas próximo das costas (Wikipedia).

Abaixo, um checklist de registros de bioluminescência de Noctiluca no Brasil, feito em busca rápida pela internet.

  • registro na praia do Ervino, São Francisco do Sul, em 18 de julho de 2024 (NSC Total).
  • registro feito em Balneário Camboriú, também em 18 de julho de 2024 (G1, com vídeo).
  • registro em 28 de julho de 2023, em um clube de canoagem na Baía Norte em Florianópolis às 6h15 (G1, com vídeo).
  • registro em vídeos em Capão da Canoa (RS), em janeiro de 2022, dois links (Youtube Link 1, Youtube Link 2).
  • registro na região de Torres (RS) por Gabriel Zaparolli em outubro de 2021, publicado pelo Olhar Digital (LINK) e o Met Sul (LINK).
  • registro no litoral norte do Rio Grande do Sul, citado em Souza Cardoso (Brazilian Journal of Oceanography, 2012), como um registro jornalístico do Zero Hora, sem mais detalhes.
  • registros de ocorrência, curiosamente com tons de extrema ordinaridade, na Ilha do Mel (PR), por JB Litoral (LINK), com um texto com falas de especialistas mas sem registros de foto ou vídeo fiáveis.
  • citações, sem nenhum detalhe, de ocorrência também na Ilha do Cardoso (SP), em Desviantes (LINK).

BIOLUMINESCÊNCIA DE NOCTILUCA EM CAPÃO DA CANOA, RS


February 15, 2023

POST AVULSO: UMA PLANTA ESTRANHA

Por muito tempo uma árvore bastante alongada, plantada na frente de uma concessionária da mais importante avenida de Teresina, Piauí, chamava a atenção pelo seu aspecto. Por mais que este autor que vos fala tivesse curiosidade de saber que espécies era aquela, jamais fez nada para entender. Na sua ignorância, apenas supeitava que era uma Araliaceae, talvez relatado a Schefflera.

Um dia, vasculhando o site Flora of the World, autor enontrou a planta. Ali. Magnifica. Não era uma Schefflera. Não era Araliaceae. Nem Apiales. Nem Eudicots mesmo era. Era, de modo bastante inesperado, uma Annonaceae!! Monoon longifolium (Sonn.) B.Xue & R.M.K.Saunders, antiga Polyalthia longifolia (Sonn.) Benth. & Hook.f. ex Thwaites, nativa da Índia e Sri Lanka. Mistério resolvido.