December 09, 2025

HISTÓRIA ANCIENTE DO BRASIL

PLEISTOCENO EM TODO O TERRITÓRIO

A teoria tradicional da chegada do homem às Américas pelo Estreito de Bering — datada entre aproximadamente 150 mil e 100 mil AP e associada à chamada Teoria de Clóvis (Agência Fapesp) — vem sendo amplamente questionada por diversas descobertas brasileiras. Um exemplo marcante é o achado de um fóssil de Ancylostoma duodenale com datação de 7750 AP, um parasita que não poderia ter sobrevivido às condições da travessia pela Beríngia. Isso sugere levas migratórias que chegaram às Américas pelo Pacífico (através de correntes Malásio-Polinésias oriundas do Sudeste Asiático ou de rotas australianas vindas do Pacífico Sul) ou mesmo pela África, embora as evidências morfológicas e moleculares ponham uma fortíssima ancestralidade dos ameríndios às populações asiáticas (DaGloria, Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi, 2019).

Existem dezenas de possíveis testemunhos de sua passagem pelo continente. Os mais antigos são os polêmicos restos de fogueiras de São Raimundo Nonato no Piauí. Em Monte Verde, no Chile, foram encontrados sinais que sugerem presença humana há 33 mil anos. Em Old Crow, no Alasca, há vestígios datados em 27 mil anos. Em Tlapecoya, no México, acredita-se que o homem teria estado ali há 22 mil ou 24 mil anos. O único de todos esses sítios arqueológicos cuja autenticidade é aceita sem discussão pelos cientistas fica em Meadowcroft, no Estado americano da Pensilvânia, e tem 19 mil anos. Ali foram encontrados quatrocentos instrumentos de pedra lascada, ossos de várias espécies-animais, restos de fogueira e uma espécie de balaio feito de casca de árvore. Há datações mais antigas em Meadowcroft, mas ainda precisam ser comprovadas (Superinteressante).

Essas hipóteses também se apoiam em similaridades entre vestígios materiais encontrados na América e aqueles provenientes da Oceania. Achados em Minas Gerais (Lagoa Santa, Revista Fapesp) e na Bahia apresentam datas entre 25000 e 12000 AP. No sítio arqueológico Alice Boer, em São Paulo, foram identificadas artefatos como pontas de projéteis, raspadores e lesmas com idade de 8000-6000 AP (Jornal USP). Na Serra da Capivara, no Piauí, arqueólogos defendem que um abrigo com vestígios humanos de fogueira teria cerca de 41500 AP (Superinteressante), e outros artefatos recuperados no mesmo sítio ultrapassam 48000 AP. No Abismo da Ponta da Flecha, no vale do Ribeira em São Paulo, os registros de pontas projéteis, artefatos sobre lasca e raspadores são da janela de 15000 a 10000 AP (Chahud, A. et al., Journal of South American Earth Sciences, 2023).

De modo geral, muitos pesquisadores admitem hoje que o território brasileiro possa ter sido ocupado há aproximadamente 60 mil AP, especialmente considerando as evidências do Piauí. As correntes migratórias teriam alcançado Minas Gerais há cerca de 30 mil AP e o Rio Grande do Sul por volta de 15 mil AP. Toda a área que corresponde ao Brasil atual estaria ocupada por volta de 12 mil AP.

Luzia é o nome dado ao fóssil humano mais antigo encontrado nas Américas, de 11500 AP, descoberto no sítio arqueológico da Lapa Vermelha, no município de Lagoa Santa (Minas Gerais). Trata-se de um fóssil anatomicamente mais próximo dos aborígenes australianos e de populações nativas da África do que dos ameríndios clássicos, embora hoje se saiba que eram ameríndios (Jornal USP). Os estudos realizados na região habitada por Luzia e outros paleoíndios indicam que, embora provavelmente fossem sedentários, eles não conheciam a cerâmica e possuíam uma indústria lítica relativamente simples. Outro fossil, de 9600 AP chamada Zuzu, de uma índia de cerca de 30 anos de idade foi encontrado praticamente completo na Serra da Capivara (Revista Fapesp).

HOLOCENO DO NORDESTE E CENTRO DO BRASIL (12000 - 2000 AP)

Os arqueólogos denominam por fase um complexo cultural onde os elementos são intimamente associados. Por tradição, os arqueólogos entendem as práticas e técnicas padrão dos antigos para a confecção, por exemplo, da indústria lítica e da pintura rupestre.

O Holoceno (11700 até o tempo atual) é marcado pela transição da caça, pesca e coleta para a difusão de práticas agrícolas. Esse momento é caracterizado pela indústria lítica de pedra lascada — com lesmas, lascas, furadores, lâminas e fogueiras estruturadas — e por uma produção rupestre bastante intensa. Na Toca do Baixão da Perna 1, na Serra da Capivara, foram encontradas pinturas rupestres datadas de cerca de 12000 anos, cuja produção se estende até aproximadamente 5 mil anos atrás e assinalados à tradição Nordeste (Alavarenga & da Luz, Periódicos UFPE, 1987 | I Simpósio de Pré-História do Nordeste Brasileiro), e que inclui também as pinturas do Lajeado, no Rio Grande do Norte. Outras tradições importantes de arte rupestre incluem Várzea Grande (sudeste do Piauí) e Seridó (Rio Grande do Norte). Um apanhado de várias tradições do nordeste pode ser consultado em Monzon (Revista do Museu Paulista, 1982).

No Catimbau há desenhos das três tradições. O sítio de Alcobaça é totalmente dominado por pinturas da tradição Agreste, e na Loca das Cinzas predominam desenhos da tradição nordeste, que é bem mais antigae temos tambem a tradição Itacoatiara que ao invés de pinturas são gravuras rupestres (Vale do Catimbau). No Peruaçu (MG) predomina a tradição São Francisco (Blog RVC).

É provavelmente desse período (7000 a 5000 AP), e de autoria ainda desconhecida, a monumental e enigmática Pedra do Ingá, no sertão da Paraíba — uma rocha de gnaisse com cerca de 50 m de comprimento e mais de 400 petroglifos ainda não decifrados (Brito, A PEDRA DO INGÁ, 2009).

Na região central e no Nordeste, a tradição lítica Itaparica (Goiás, Minas Gerais, Pernambuco e Piauí) destacava-se pela produção de lesmas, furadores e facas, mas apresentava poucas pontas de projéteis, e divide-se em duas fases: Itaparica, a partir de 8000-7000 AP, e São Francisco, a partir de 2500 AP (Fogaça, Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, 1995). Os povos dessas áreas parecem ter alterado seu modo de vida por volta de 6500 AP, quando passaram a incorporar moluscos e frutos como elementos centrais da dieta. No centro do país, desenvolveu-se também uma tradição de pintura rupestre denominada Planalto.

HOLOCENO NO SUL (13000 a 2000 AP)

As datas mais antigas no Sul são atribuídas à tradição Ibicuí (13000–8500 A.P., caracterizada por artefatos simples da bacia do rio Uruguai, 3 sítios a céu aberto), à fase Uruguai (11555–8640 A.P., composta por raspadores, facas bifaciais e pontas de projéteis, 21 sítios a céu aberto), à fase Vinitu (8500–6500 AP, registrada em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul) e à fase Humaitá (6500–2000 AP, que se estende até São Paulo e é marcada pela produção de raspadores, furadores e zoólitos), conforme Dias & Jacibus (Leia UFSC, 2013).

A fase Umbu, também da região Sul, é pouco conhecida devido à escassez de informações disponíveis.

No litoral, os principais sítios arqueológicos — os sambaquis, montes de conchas de moluscos acumulados por ação humana e que refletem a dieta das populações antigas — pertencem à tradição Itaipu. Com frequência, são encontrados nesses sítios esqueletos humanos, instrumentos líticos, restos de alimentos e outros vestígios culturais. Esses montes foram inclusive comparados a estruturas semelhantes existentes na Escandinávia. Os povos que habitavam o litoral são geralmente descritos como pescadores seminômades.

TRANSIÇÃO AGRÍCOLA/CERAMISTA NO NORDSTE, SUDESTE E SUL (4000-1500 AP)

O aparecimento de plantas cultivadas em Minas Gerais data de há 4 000 anos. Em São Raimundo Nonato, a agricultura parece ter sido praticada desde há pelo menos 2 090 anos. Embora a cerâmica amazônica seja mais antiga que a agricultura, o mesmo fenômeno não ocorre no resto do país, onde a cerâmica mais antiga data de há 3000 anos (na área de São Raimundo Nonato). Arqueólogos brasileiros consideram que o surgimento da cerâmica nas regiões em questão está ligado ao sedentarismo e à agricultura, uma vez que a cerâmica é de difícil transporte e, normalmente, teve a função de armazenar víveres. A tradição Taquara-Itararé é talvez a mais estudada tradição de cerâmica do país. OCUPAÇÃO DA AMAZONIA PERÍODO PRÉ-CERÂMICO DA AMAZÔNIA (12.000–3.000 A.P.) As datações mais antigas da Amazônia remontam a cerca de 12.500 A.P. Acredita-se que esses povos se alimentavam de moluscos, pequenos animais e frutos. Os sambaquis continuam sendo os principais sítios arqueológicos do período na região. COMUNIDADE PEDRA PINTADA Os grupos pré-históricos da área próxima a Santarém, no Pará, mantiveram uma economia estável e produziram uma cultura material e tecnologias bastante superiores às de suas contrapartes da América do Norte. Esses paleoíndios viviam em abrigos rochosos confortáveis e protegidos, tinham uma dieta variada e saudável, e produziram cerâmicas, pinturas rupestres e pontas de flechas. Eram caçadores de pequenos animais e coletores de frutos. No auge de sua ocupação, estima-se que tenham chegado a cerca de 300.000 indivíduos. Foram encontradas pontas de lança e fragmentos de cerâmica datados entre 10.000 e 6.000 anos. Os estudos indicam que os primeiros habitantes das Américas viveram na região amazônica entre aproximadamente 11.200 e 10.000 A.P. PERÍODO CERÂMICO INCIPIENTE (5.000–3.000 A.P.) Os indígenas passaram a viver em relativa sedentarização, ocupando várzeas e margens dos rios da bacia do Ucaiali, da ilha de Marajó, do Orinoco e do Amazonas. Praticavam horticultura de raízes, caça, pesca e desenvolveram a mais antiga cerâmica elaborada das Américas, com temas geométricos e zoomórficos, pinturas em vermelho e branco e vasos de formatos ovais e circulares. A cerâmica desse período se organiza em dois grandes conjuntos: 'Hachurado Zonado' (com duas variantes, Tutoshcainyo de 4000–2800 AP e Ananatuba de 3500–2500 AP) e 'Saldóide Barrancóide' (baixo e médio Orenoco, entre 4800-2800 AP, relacionado a incisões e pinturas em vermelho e branco). Antes se acreditava que essa cerâmica fosse influenciada pelos Andes; hoje, admite-se amplamente que ela se desenvolveu de forma autônoma no Baixo Amazonas, tendo possivelmente influenciado culturas andinas posteriormente. Assadeiras de cerâmica grossa foram identificadas nesses territórios, sugerindo o uso e possível domesticação antiga da mandioca. CACICADOS COMPLEXOS DA AMAZÔNIA (3.000–1.000 A.P.) O crescimento demográfico provocou profundas transformações nas sociedades indígenas, que se tornaram altamente hierarquizadas, com chefias centralizadas, possível presença de nobres, plebeus e servos cativos, e estruturas especializadas para enterros, cultos, trabalho e atividades de guerra. A cerâmica era extremamente elaborada, revelando domínio técnico avançado. Há registro de urnas funerárias (associadas ao culto aos chefes mortos), redes de comércio e densidades populacionais compatíveis com centros urbanos. Praticavam monocultura, caça e pesca intensivas, horticultura de raízes e armazenamento de alimentos. A introdução e difusão do milho na região datam de cerca de 3.000 A.P. A cerâmica produzida por essas civilizações é geralmente classificada em dois grandes conjuntos: o chamado Horizonte Policrômico, associado aos antepassados dos povos Caribe — incluindo os marajoaras, na foz do Amazonas, e o complexo Guarita, no Médio Amazonas, além de grupos fora da Amazônia brasileira — caracterizado por pinturas brancas, pretas e vermelhas, motivos geométricos e incisões; e o Horizonte Inciso-Ponteado, ligado aos antepassados dos povos tupi, representado em Santarém (Baixo Amazonas) e Itacoatiara (Médio Amazonas), marcado por incisões profundas e pela técnica de ponteação. Dessa época data o monumento megalítico de Calçoene (Amapá), composto por 127 rochas dispostas em círculo no topo de uma colina. Acredita-se que tenha funcionado como observatório astronômico indígena. O círculo possui 30 metros de diâmetro e pedras de granito com até 4 metros de altura. Estruturas semelhantes são conhecidas na Guiana Francesa, datadas de mais de 2.000 anos. Na mesma cronologia se destacam os geoglifos do Acre, com cerca de 410 figuras no oeste do Acre, no extremo noroeste de Rondônia e sul do Amazonas, alguns datados de 2.500 A.P. KUHIKUGU (1.500–400 A.P.) Uma das civilizações amazônicas de maior porte foi Kuhikugu, construída pelos antepassados dos atuais povos Kuikuro e localizada no Parque Nacional do Xingu. Descoberta pelo arqueólogo Michael Heckenberger, a região pode ter abrigado até 50 mil habitantes. O complexo inclui estradas, fortificações, paliçadas e trincheiras defensivas. Evidências indicam cultivo de mandioca, dada a proximidade com sua área de domesticação. O desaparecimento desse sistema urbano, como de outras sociedades amazônicas, está associado ao impacto das epidemias trazidas pelos europeus por volta de 1500 d.C. MONTE DO TESO DOS BICHOS (400 a.C.–1300 d.C.) O Monte do Teso dos Bichos, ou Tesos Marajoaras, localizado na ilha de Marajó, corresponde ao centro de uma das civilizações mais complexas da Amazônia pré-cabralina, ocupando cerca de 2,5 hectares. Seus “tesos” — grandes aterros artificiais destinados a moradias — provavelmente serviam para evitar inundações. São estruturas monumentais essenciais para compreender o passado marajoara. Estima-se que a população dessa civilização tenha alcançado cerca de 500 mil habitantes. Tratava-se de uma sociedade chefiada por tuxauas, com divisão de trabalho entre homens e mulheres, dieta rica em proteínas animal e vegetal e bebidas fermentadas, como o aluá. Em 2009, um grupo de geólogos sugeriu que os tesos poderiam ter se formado a partir de elevações naturais ampliadas por processos fluviais, com indícios de ocupação humana apenas nas camadas superiores. Essa hipótese reduziria a escala de investimento humano na construção dos aterros. Arqueólogos que defendem a origem antropogênica contestaram essa interpretação, destacando falhas de amostragem e dados que apontariam para obras humanas extensas. INCAS NO BRAZIL E PEABIRU Embora o Império Inca fosse tradicionalmente localizado nos Andes (Peru, Bolívia, Equador etc.), há evidências arqueológicas e teorias que sugerem uma presença ou influência inca no Brasil, particularmente em Rondônia, com ruínas de cidadelas e altares. Além disso, a antiga Trilha de Peabiru — uma rota que conectava os Andes ao litoral brasileiro, utilizada tanto por incas quanto por exploradores — indica uma interação pré-colonial significativa, desafiando a ideia de que os incas jamais chegaram ao Brasil. Pesquisadores apontam para a descoberta, em Alta Floresta d’Oeste (O Varadouro/Amazônia Misteriosa), próxima ao rio Guaporé, de alguns andenes (terraços agrícolas) e estruturas megalíticas (talhadas em forma de pilões, com circunferência média de 32,6 cm e profundidade média de 16 cm, semelhantes a outros altares encontrados em Machu Picchu e Poro Poro, Cajamarca — ambos no Peru — bem como em alguns locais na Colômbia). Em Costa Marques, identificaram-se também muros e “labirintos” (ver abaixo), ambos no estado de Rondônia, sugerindo a presença ou passagem inca na região, conectando a Amazônia à civilização andina. O Labirinto da Bahia Redonda está localizado próximo ao Real Forte Príncipe da Beira, no município de Costa Marques, Rondônia, a cerca de 4 km do forte. Consiste em um conjunto de estruturas de pedra empilhadas que formam extensos muros de mais de 2,5 metros de altura. Em uma das áreas, há um portal de pedra com aproximadamente 1,2 m de altura. A estrutura labiríntica se estende por cerca de 1.850 m. Hoje, toda a área encontra-se coberta pela mata (Portal Amazônia). O Peabiru é uma rede ancestral de trilhas com mais de 3.000 anos que conectava os oceanos Atlântico e Pacífico, atravessando Brasil, Paraguai e Bolívia, e chegando até o Peru (com alguns ramais alcançando Mato Grosso do Sul, Argentina e Rio Grande do Sul, Atlas do Chão). Essa rede é altamente controversa, marcada por disputas entre órgãos governamentais, organizações civis, historiadores e autoridades (IELA/UFSC), e fortemente alimentada por teorias e especulações. Os mapas existentes da rota são vagos, e levantamentos rigorosos ainda estão em andamento (Blog Caiçara). Em Santa Catarina, o Peabiru é associado à saga de Aleixo Garcia, que partiu de Palhoça rumo aos Andes e é frequentemente citado como o primeiro europeu a alcançar o Império Andino (Cultura UOL | DW). No estado de São Paulo, acredita-se que o Peabiru tenha se ramificado pelas regiões sul e central, estendendo-se por até 5.000 km (Melhores Destinos). No Paraná, os esforços de mapeamento são mais avançados, produzindo uma rota mais detalhada que inclui 97 municípios (Caminhos do Peabiru | MAP). Já as rotas do Peabiru no Paraguai, Bolívia e Peru permanecem desconhecidas ou altamente imprecisas. Contudo, nem todos reconhecem o Peabiru como algo legítimo. O Instituto Nacional de Cultura do governo do Peru realizou um extenso estudo do Qhapaq Ñan, o Sistema Viário Inca, durante sua candidatura à Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. Segundo sua avaliação, o Peabiru nunca existiu; jamais houve uma rota conectando o Brasil aos Andes. Para eles, o Peabiru não passa de uma lenda, já que nenhum artefato arqueológico ou documento histórico foi encontrado que confirme sua existência ou descreva seu itinerário (Campo Grande News).

PERÍODO PRÉ-CABRALINO RECENTE (0 - 500 DC)

Não há consenso sobre quantos indígenas habitavam o território do atual Brasil em 1500, com estimativas variando de 2 a 8 milhões (Superinteressante | Fapesp | Multi-Rio). Eles são geralmente descritos como pertencentes a quatro grandes grupos, embora seja possível identificar oito com alguma precisão — sem contar aqueles que não pertenciam a nenhum deles: Tupi-Guarani, Gê, Arawak, Karib, Kariri, Pano, Tukano e Charrua.


MAPA DOS POVOS INDÍGERAS DO BRASIL NA ÉPOCA DO DESCOBRIMENTO